O capitão do time da Rotaract Brasil

É hora de conhecer um pouco mais sobre o presidente Deivid Forgiarini

Do sul do País, ele fala sobre dar de si sem pensar em si com sotaque gaúcho e com abordagem diferenciada. A trajetória na família rotária vem desde o Interact, dos tempos em que o Departamento de Informações de Interact Clubs ainda era um braço da nossa OMIR Brasil. Hoje, o porto-alegrense, Deivid Forgiarini chega a um dos seus maiores desafios como presidente da Rotaract Brasil. Uma missão do ano rotário 2016-17 repleta de novas ideias e de muito trabalho para unir os rotaractianos de todo o Brasil em um só time. 

Quem é Deivid? 

O Deivid é um sonhador que aprendeu que para sonhar cada vez mais é preciso realizar. Assim entendo-me como um sonhador que realiza. Sou uma pessoa boa, de coração bom. Isso pode ser visto como uma fraqueza, mas prefiro ver como fortaleza. Ser uma pessoa boa, mesmo depois de inúmeras rasteiras da vida, pode ser duas coisas: ou teimosia (e todo o gringo é meio teimoso) ou fortaleza.
Mas o que é ser bom? Ser bom, no meu entender, é querer gerar oportunidades para outras pessoas, é simplesmente querer que outras pessoas tenham uma vida melhor do que a que nós tivemos. É vibrar com o sucesso alheio, é batalhar por um mundo melhor, apenas pelo desejo de um mundo melhor.
Por isso vejo o Rotaract como uma coisa boa. Uma pessoa para liderar, deve antes servir. E servir com amor é ser uma pessoa boa. É querer o sucesso da outra pessoa. Um bom líder, cria novos líderes, cria novas pessoas boas. Se uma instituição tem como imperativo o servir (pois não existe bom caminho para liderança, fora do caminho do servir), logo, é uma instituição para o bem.

Como é esse desafio de estar à frente da Rotaract Brasil?

Para nós, estarmos a frente da Rotaract Brasil é estar ciente da capilaridade que essa instituição possui e as inúmeras oportunidades que isso pode gerar. Mas quanto mais é possível fazer, maiores são as responsabilidades para que isso aconteça. Hoje acredito que o fato de não termos recursos dependemos muito da raça dos diretores aliados a suas capacidades técnicas. E obviamente precisamos trabalhar como time. Rotaract Brasil é muito grande para ser pensada e realizada por um, ou por poucos.

De presidente DIIC a Presidente da Rotaract Brasil, o que mudou?

O Departamento de Informações de Interact Clubs (hoje, Interact Brasil) foi uma forma da OMIR, na época, fazer com que o seu irmão análogo fosse oficial perante a Rotary International. O grande desafio desde lá é criar um pensamento de integração nacional e internacional, conseguir criar uma consciência que as ações nacionais e internacionais trazem contribuições importantes para as comunidades locais. Do ponto de vista estratégico, o pensamento é semelhante.
Mas mudou muito a plataforma tecnológica, o que pode mudar mais a dinâmica de como alcançar este grande objetivo, mudando inclusive a estrutura organizacional. E necessário horizontalizar a instituição. Qualquer pensamento autocrático pode dar a falsa impressão de ser mais fácil de administrar, porém isso vai esfarelando o capital social dos integrantes rotaractianos no Brasil. As pessoas precisam saber o que está acontecendo e cobrar que o que tem que ser feito seja feito, assim fortalecemos a instituição.

Quem é a Rotaract Brasil? 

One team. One country. Um time. Um País. Todos os rotaractianos do país são da Rotaract Brasil. Se você faz parte de um dos 38 distritos do pais, saiba que estes 38 distritos fazem parte da Rotaract Brasil, logo todos somos Rotaract Brasil.
Detesto cargos. Acredito que sirvam apenas para dar legitimidade para agir. Mas queremos garantir a liberdade para todos agirmos, para todos possam servir. Existimos para o desenvolvimento da liderança, e não há liderança fora do caminho do servir. Um time a serviço da humanidade.

Qual o principal objetivo da gestão?

Criar uma unidade nacional. Somos um único país, um único time. Para fazer isso entendemos que devemos trabalhar em três grandes pilares: Projetos como pilar central (não existe liderança que não seja pelo caminho do servir); Internacionalidade (aprendemos e ensinamos com os companheiros de todo o mundo, além de ganharmos escalabilidade em nossas ações); Estruturação administrativa (temos que conectar as funções, fazendo um downsizing, tornar a Rotaract Brasil mais ágil e buscar inclusive acabar com algumas funções pouco utilizadas).

Como o Rotaract vai estar a serviço da humanidade?

Creio que nosso Presidente de RI John Germ deixa um grande recado com o lema: SERVIR. Sou um crítico fervoroso com as pessoas que mais se utilizam da instituição do que a veem como um caminho de servir as pessoas, a humanidade. Por isso Rotary a serviço da humanidade, vemos como um chamamento ao servir. Ok! Somos Rotary em Ação! E o somos desde a nossa fundação.
Se estamos pensando em humanidade, temos que pensar no mundo todo, temos que pensar no tamanho do Rotaract. Por isso buscamos a parceria com ONU Voluntários. Com essa parceria vamos trabalhar a divulgação e orientar que nossos projetos sejam dentro dos 17 ODS (Objetivos de Desenvolvimento Sustentável) ao qual vamos trabalhar mais fortemente as Pequenas Corrupções (a liderança se faz pelo exemplo).
Não aceitamos a corrupção quando vimos nos meios de comunicação, mas o fazemos muitas vezes diariamente. Furamos fila, roubamos sinal de wi-fi, ficamos com o troco a mais… Sejamos a mudança que queremos ver no mundo.

O que o Rotaract representa para você?

Porque existimos? Para simplesmente nascer, estudar, trabalhar, talvez ter filhos e morrer? Eu discordo veementemente disso. Acredito que nascemos para contribuir que o mundo seja um lugar melhor para vivermos. Acredito que nascemos para servir a humanidade, alguns entendem este chamado, outros não. Trabalho para ser uma pessoa que gera oportunidade de desenvolvimento para outras pessoas, assim como o Rotaract fez comigo.
Quando Rotary me deu a oportunidade de servir as pessoas de uma forma organizada e estruturada, ele também me deu a oportunidade de me desenvolver. Quanto mais eu sirvo as pessoas, mas eu aprendo e me desenvolvo. Rotaract para mim e isso: criar oportunidades.
Sou uma pessoa grata! Nasci no alto do morro Santa Teresa em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul. A primeira oportunidade que tive de mudar a minha vida foi quando meu pai se tornou jogador de futebol e podemos viver em uma comunidade muito acolhedora (Taquari-RS). A segunda grande oportunidade da minha vida foi aprender Rotary nesta comunidade. Desde 2002, tenho a minha vida toda para servir as pessoas por meio do Rotary, hoje servimos por meio do Rotary em ação! Somos um time a serviço da humanidade.  

Conteúdo produzido por Patricia Kuhn – Gerência de Jornalismo da Rotaract Brasil

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