Clareza no Caminho

A finitude da vida ainda é um tabu para nós, porque falar sobre morte implica reconhecer a nossa mortalidade e nós fomos criados ignorando a única certeza da vida: um dia ela acaba!

Talvez, não estejamos preparados para falar sobre isso, porque é como se tivéssemos que encarar uma escuridão muito grande. Mas é justamente essa escuridão da morte que possibilita que a gente traga luz à nossa vida.

Enfrentar a realidade da nossa mortalidade é importante, porque elimina todos os valores ruins, frágeis e superficiais que fazem parte de nós, dos quais não temos noção muitas vezes.

Nesse contexto, ao contrário do que se pensa, o câncer não é a escuridão. O câncer, ao mesmo tempo que traz essa noção de finitude da vida, também é a lanterna que serve como guia através dessa escuridão, trazendo clareza para aquilo que realmente importa.

Afirmo isso, porque tive a oportunidade e o privilégio de conhecer um pouco da história da Taluana Jamel.

A Talu tem 41 anos de idade, é fisioterapeuta, administradora, rotariana do Rotary Club Aclimação (Distrito 4430) e ela compartilhou comigo a sua experiência com o câncer.

Em 2015, através do autoexame, ela achou um nódulo na sua mama esquerda e, após três semanas da confirmação do diagnóstico de que estava com câncer, realizou uma cirurgia para retirada.

Questionei ela sobre o que sentiu no momento em que teve a confirmação que estava com câncer e ela respondeu: “Não é nada fácil receber o diagnóstico que está com câncer. Chorei, tive medo, passou mil coisas na cabeça. É uma mistura de medo com ansiedade do que está por vir. Mas, quando saí da cirurgia, já tive certeza de que estava curada, pois já havia retirado o nódulo que não fazia parte do meu corpo. Sabia que enfrentaria uma batalha pela frente, mas certa de que sairia vitoriosa. Sempre falo para os meus pacientes que para o sucesso do tratamento, temos que ‘trabalhar’ juntos, pois sozinha não consigo um bom resultado. Então, quando foi a minha vez de ser paciente, decidi que faria tudo pra deixar o tratamento o melhor possível.”

Após a cirurgia, a Talu iniciou o tratamento com quimioterapia e um novo projeto na sua vida, a Pitada Positiva. Compartilhando informações e a sua experiência com outras pessoas que estão começando o tratamento contra o câncer, a Pitada Positiva busca “mostrar que até o câncer tem o lado positivo.”

Na entrevista, a Talu evidenciou a importância de estarmos falando sobre câncer de mama: “[…] a cada ano que passa mulheres mais jovens são diagnosticadas, e levar informação e orientação sobre o assunto, faz toda diferença. O diagnóstico precoce faz toda diferença no tratamento e garante até 95% de chances de cura. Acho muito importante lembrar que o autoexame deve ser feito mensalmente e não esquecer de ir ao médico anualmente e fazer os exames de rotina. Se achar algo suspeito na mama, não ter medo, ir o mais rápido possível.”

Depois de diversas sessões de quimioterapia e tratamento com medicamentos, a Talu recebeu a confirmação de que estava curada do câncer, mas, internamente, ela já sabia disso. E, ao ser perguntada se existe uma diferença entre a Taluana antes do câncer e depois do câncer, ela respondeu: “Existe sim, e muita! Aprendi a dar valor ao que realmente importa, me amar muito mais e sou muito mais feliz do que antes, parece estranho, mas realmente sou mais feliz”.

A Talu decidiu encarar a realidade de frente. Ela enfrentou a escuridão e fez muito mais do que iluminar o seu próprio caminho através dessa oportunidade. A Talu trouxe e continua trazendo clareza para o caminho de muitas pessoas, com pequenas pitadas de informação e de amor… Pitadas positivas!

 

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Conteúdo Produzido por Gabriela Lamb | Redatora da Rotaract Brasil

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